Marenna: lançado "Breaking the Chains", primeiro single do novo álbum

14/05/2022

 A banda brasileira de hard rock melódico Marenna anunciou para 30 de setembro o lançamento de Voyager, seu mais novo álbum de estúdio, sendo o sucessor do aclamado EP Pieces of Tomorrow, via Lions Pride Music. O novo álbum trará 12 novas faixas, incluindo um cover de Daryl Hall & John Oates, para a canção “So close”. Hoje, a banda nos presentei com o primeiro single oficial, a música de abertura do álbum “Breaking The Chains”, publicada no site oficial da gravadora, que você ouve abaixo:

Atualmente, a banda Marenna é formada pelo vocalista Rod Marenna, o guitarrista Edu Lersch, o baixista BIFE, o tecladista Luks Diesel e o baterista Arthur Schavinski. A canção “Breaking The Chains” foi produzida por Mauro Caldart, mixada e masterizada por Jonas Godoy. A bela arte da capa é assinada por TM Artwork. Abaixo você confere a tracklist do álbum Voyager, além da arte da capa e as redes sociais do Marenna para ficar por dentro de todas as novidades da banda:

01. Breaking The Chains
02. Out Of Line
03. Gotta Be Strong
04. Wait
05. Ain’t Stranger To Love
06. Hold Me
07. Perfect Crime
08. Voyager
09. Too Young To Die
10. We Are United
11. Wherever You Go
12. So Close (Hall & Oates Cover – Bonus Track)

Website: https://www.marennaonline.com
Facebook: https://www.facebook.com/marennaofficial
Twitter: https://twitter.com/MarennaOfficial
Instagram: https://www.instagram.com/marennaoffi…
Youtube: https://www.youtube.com/marennaofficial

KISS: no rastro dos últimos shows, banda deixa seu legado

06/05/2022

De acordo com o dicionário, legado, do ponto de vista jurídico é a “disposição de última vontade pela qual o testador deixa a alguém um valor fixado ou uma ou mais coisas determinadas”. Já por analogia, um legado é um ente querido, bem ou missão confiada a alguém por pessoa que está a ponto de morrer. Assim, nos referimos ao legado como algo – qualquer coisa – que uma pessoa deixa para trás para ser lembrada. Uma marca no futuro, uma contribuição para as próximas gerações. Na última semana, os amantes do bom e velho rock and roll experimentaram um pouco do que se pode chamar de legado, quando da passagem final pelo território brasileiro, do KISS para a realização de 4 shows pertencentes a End of the Road Tour, também conhecida como a despedida do KISS. Esta foi a sétima vez em que a banda pisou em solo brasileiro e desde a sua primeira vinda nos longínquos anos de 1983, o povo brasileiro tem uma forte ligação com a banda. Ao todo foram 20 apresentações em solo brasileiro, como podemos ver no painel abaixo:

O que se pode dizer sobre estes últimos 4 shows? Em primeiro lugar, esta série foi a passagem final da banda em nosso país, uma vez que ao final da turnê, a banda, cujos membros originais já ultrapassaram a casa dos 70 anos de idade e toda a parafernália e indumentária usada já está pesando em seus corpos, já que fazem isso há quase 50 anos, irá se aposentar das turnês no ano que vem, após o derradeiro show a ser realizado na famosa casa de espetáculos novaiorquina Madison Square Garden, na cidade natal da banda. Daqui para frente, para ver o KISS no palco somente indo a algum dos shows que ainda restam antes de turnê chegar ao fim, em 2023. O povo brasileiro, ciente de que esta seria a última vez que poderia vê-los de perto, abraçou a causa e lotou os quatro privilegiados lugares que receberam os shows, nas cidades de Porto Alegre, Curitiba, São Paulo e Ribeirão Preto, totalizando, de acordo com site KISSfaq.com um público conjunto de aproximadamente 150 mil pessoas, entre os dias 26 de abril e 1º de maio. Inclusive, neste último show, em Ribeirão Preto, um inusitado “fã” teve o privilégio de estar no palco com a banda, dividindo o microfone do frontman Paul Stanley, uma esperança, que presenciou o ícone do rock bem de pertinho e ainda ouviu palavras do artista a ela, como podemos ver na foto abaixo e no vídeo que marcou o momento do “encontro” antes de tocarem “Calling Dr. Love”:

Voltando a falar sobre legado, o que se pode dizer sobre este evento que é um show do KISS? Muitos fãs, conseguiram até estar presentes em todas as vezes que a banda por aqui passou, outros, como esta redatora que vos escreve, teve a felicidade de ir a, pelo menos, um show da banda, no meu caso, há quase 10 anos, em novembro de 2012, quando da última passagem do KISS pelo Rio de Janeiro. Mesmo após tanto tempo, pra mim que sou da geração de 1983, ou seja, quase 40 anos dedicados à banda, vê-los ao vivo foi uma das experiências mais marcantes da vida e não só pelo show em si, mas pela grande quantidade de amigos que fiz por causa da banda, durante este tempo. E esse é o sentido do legado, pois a banda se vai, após cumprir o seu papel de forma tão contundente e deixa para trás uma profusão de sentimentos quase eternos nos corações dos fãs. Abaixo vamos conferir algumas das declarações dos fãs não só sobre a despedida em si, mas do legado do KISS, da importância que a banda deixa em seus corações.

A fã Elaine Kist Rezzadori expressou-se assim:

“Falar do KISS é falar da minha vida... Conheci eles com 11 para 12 anos, e confesso que a primeira vez que vi não gostei, mas não conseguia parar de ouvir, aí descobrir que era amor!!!!! Sim... amor... eu enlouqueci meus pais e amigos, arrumei muita briga na escola, minha mãe dizia ‘vai passar’ - hoje viu que não tem cura. End of the road tour foi meu quarto show ao vivo, o primeiro foi Physcho Circus em 1999. A emoção de um show ao vivo é indescritível, é tipo a maior emoção da terra. Enfim, levo o KISS no meu coração e na minha vida!!!! Sou fã Forever!!!!!”

Já o fã Ricardo Lorippe, que completa 57 anos em julho, se declara Kissmaníaco desde 1980, quando tinha apenas 15 anos. Ele diz:

“Meu primeiro LP foi Dinasty, o primeiro show foi em 1983, no Morumbi, São Paulo/ SP. Também fui nos shows de 1994, 1999, 2012, 2015 e 2022. Com muita alegria, desde 2012 tenho a companhia do meu filho nos shows, onde curtimos bastante, porém a turnê de despedida End of the Road World Tour, foi especial pois tinha muita emoção envolvida, nosso objetivo era fica na grade, não foi possível mas ficamos próximos dela. Em relação a nossa sensação, posso tentar explicar que foi uma mistura de alegria, tristeza e gratidão por estar ali com meu filho vendo nossa banda favorita, estamos em êxtase até agora e vamos guardar para a eternidade os momentos que passamos juntos naquele show. Foi surreal!!! KISS Forever”.

Sobre este último show, o fã Dênis Mussato, que assistiu os shows em Porto Alegre, Curitiba e Ribeirão Preto, foi incisivo ao dizer: “Eu vou falar a minha opinião sobre esse show da End of The Road… Foi abusivo… Não precisavam caprichar tanto… Rs”.

Diogo Franco, que é guitarrista da banda Cherrylipz disse:

“Comecei a ouvir KISS aos 8 anos de idade, em 1989, graças ao disco Creatures of the.night... O impacto disso em minha vida não pode ser descrito com palavras. Tudo ali era absurdamente agressivo pra mim, desde o visual chocante, àquele som de bateria avassalador, especialmente “I Love It Loud” e a faixa título. Tive vontade de ‘caçar’ os outros materiais da banda, acompanhando a partir de então. Meu álbum favorito é uma surpresa até mesmo entre os fãs, mas Asylum é algo que beira o sublime de tão agradável. A despedida dos caras (mais uma) me dói mesmo sabendo que talvez nem encerrem de fato. Segundo minha saudosa mãe, o significado de religião é religar a Deus. Por essa razão, eu desde a época acredito muito no seguinte: KISS não é uma banda, e sim uma religião, por isso não se discute. E aos meus filhos, digo que quando crescerem e tiverem idade para escolher sua religião, poderão escolher se preferem KISS com máscara ou sem máscara.” 

Marcel Acêncio, da banda Por Que Perguntas, conta sua história:

Sou um fã tardio do KISS. Meu primeiro contato com o KISS foi em 1988, quando eu tinha sete anos de idade! Uma das crianças da minha sala levou um poster da banda, da época do Creatures of The Night e eu lembro que eu morria de medo deles!!!! Voltei a prestar mais atenção neles por volta de 1996/ 1997, quando li sobre a turnê de reunião, mas confesso que não dava bola, exceto pela música "Forever" que eu adorava. A paixão mesmo, arrebatadora, veio em 1998, quando lançaram Psycho Circus e eu resolvi conhecer a fundo o KISS... Aí fui atingido por um raio e passei a devorar a discografia do grupo... O curioso é que foi a volta da formação original, maquiada, que me vez querer saber mais sobre eles, mas foi a fase sem maquiagem que me vez ouvir o KISS sem parar, principalmente o álbum Crazy Nights... O show do KISS, em São Paulo, no autódromo de Interlagos, em Abril de 1999, foi meu primeiro deles. A experiência não foi lá muito da agradável, pois fiquei muito longe do palco e o local era horrível, com muitos "morrinhos" que deixava a visão desnivelada e um local sem preparo para acústica. Mas, foi o suficiente para que eu me considerasse um "kisseiro"! A coisa foi muito melhor em 2009, na turnê do Alive 35, no sambódromo... Gastei o que tinha para ir na pista premium e ficar perto deles... E a imagem do papel picado, disparado em “Rock'n Roll All Nite”, caindo sobre minha cabeça... Agora, nada se compara à 2012... O Meet and Greet com a banda. Gene me dizendo que o segredo para ser um bom pai era criar os filhos com o coração... Paul me dando os parabéns pela chegada próxima da minha primeira filha... Eric Singer e Tommy Thayer se enrolando para falar "Larissa"... E pensar que eu poderia perder tudo isso, pois havia o risco do nascimento prematuro da minha filha. Mas, Deus me deu dois presentes na vida: conhecer meus heróis num sábado e receber a minha filha no sábado seguinte... Uma semana separou duas das maiores emoções da minha vida! Ainda no show de 2012 lembro que quebrei o pau com os seguranças do evento, pois eu havia saído da zona do Meet para ajudar um colega no dia a comprar ingresso na pista premium, e a segurança não deixava eu entrar com meus itens assinados pela banda. A discussão deu certo e junto comigo, vieram mais doze pessoas, barradas injustamente. Vitória Kisseira! Agora, estou prestes a vê-los pela última vez... O KISS ainda tem mais "adeus" pela frente, mas essa é a minha... Sou muito grato por ser um kisseiro, grato pelas amizades que fiz em razão da banda, grato pela boa música, pelas boas lembranças. O KISS é sobre celebrar a vida e isso aprendemos muito bem!”.

O fã e colecionador Paulo de Castro, o Paulão falou sobre a emoção de vê-los nesse último show:

“Eu não ia nesse show. Coloquei na cabeça que eu não veria o fim, porque participar desse fim, seria aceitar que uma parte da minha vida também teria um fim. A tia da minha esposa quis me dar o ingresso de aniversário, ainda em 2019, e eu neguei, disse que não queria, porque não valia a pena. Consegui manter essa postura por quase 3 anos, até que o ingresso e a viagem para Ribeirão Preto caíram no meu colo de presente. Quando chegou o momento do show, todas aquelas ideias prévias foram embora, afinal, um show do KISS é um show do KISS. O espetáculo é indiscutível! "Ah, mas o Paul está dublando", e o que é que tem? É triste? Sim, porque ver o que ele já fez, e ver pessoas falando mal ou tirando sarro, é triste. Não precisava. Mas, já que está acontecendo, que seja "espetacular", como foi. Me lembrei de toda uma história que eu vivi, de shows que eu assisti, de pessoas que eu conheci… Então, vendo por esse lado, esse show foi perfeito!”

Já Alexandre Barros, administrador da Rádio Catedral do Rock, de Petrópolis/ RJ, falou:

“KISS! O que falar? Simplesmente, a primeira banda de rock que ouvi, e já me apaixonei. O primeiro clipe que lembro de ter assistido na minha vida foi o de “Nothing To Lose”. Uma mistura de medo e amor me fez um fã da banda (medo porque eu tinha uns 4 ou 5 anos no máximo). Para mim, foi impossível não querer ser um deles. Com o passar do tempo fui vendo o amor e o carinho com que os caras tratavam os fãs, e isso só me fez amar ainda mais essa que é a minha banda favorita! Tive a oportunidade de ir em três shows da banda, e cada um deles, foi como se fosse o primeiro! ‘ROCK N ROLL ALL NIGHT AND PARTY EVERYDAY!!!’ VIDA LONGA KISS. Vale mencionar que sou muito feliz em ter como amigos Fábio Stanley e os caras da DESTROYER KISS, que me fazem sentir um pouco mais perto dos meus ídolos!”

Essas palavras que lemos dos mais variados tipos de fãs do KISS só corroboram o que é ser fã do KISS, mostra-nos o significado do que é o legado deixado pelo KISS nesse rastro deixado pela banda em quase 40 anos de Brasil, no que se refere a shows, mas remontam há quase 50 anos de história para os fãs mais velhos. Nós, brasileiros amantes do bom e velho rock and roll, fãs da boa música, só podemos agradecer pelo privilégio de termos nascido na época certa, para sermos testemunhas oculares do que é ser fã do KISS. O KISS, ao longo de seus quase 50 anos de carreira, tem influenciado centenas de outros músicos, vários deles tão importantes para a história do rock e o metal, mas que não se envergonham em dizer que também são fãs do KISS, e é isso que é KISS, e isso fica pra sempre, mesmo depois que a última cortina se fechar. Vale lembrar que a End of the Road Tour ainda seguirá, por outros países, rodando o mundo, para a banda também se despeça de milhares de outros fãs ao redor do planeta, e após o derradeiro show, o gran finale, somente as grandes botas, fantasias e as maquiagens serão deixadas pra trás, uma vez que a própria banda admite continuar, apenas sem fazer mais turnês. Afinal, Gene Simmons e Paul Stanley não são homens de desistir, mas que estarão nos palcos até fim de suas vidas. Isso é KISS!!! Gene Simmons, Paul Stanley, Ace Frehley, Peter Criss, Eric Carr, Vinnie Vincent, Mark St. John (o único a não vir ao Brasil), Bruce Kulick, Eric Singer e Tommy Thayer, obrigada por tudo!!!

KISS: banda se despede dos brasileiros com 4 shows nesta semana

24/04/2022

Chegou a hora que todo fã da Banda Mais Quente do Mundo tanto aguardava, para o bem ou para o mal. Depois de vários adiamentos por conta da pandemia, finalmente o KISS desembarca em solo brasileiro para apresentar ao público o grandioso show de despedida da banda, como parte da End of the Road Tour. Nesta terça, em Porto Alegre, o KISS fará o primeiro dos 4 shows no país, que ainda terá Curitiba, São Paulo e terminará no domingo, 1º de maio, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Esta é a sétima vez que a banda vem ao Brasil. Como se diz na célebre frase, que ‘a primeira vez a gente nunca esquece’, o ano debutante foi nos idos 1983, depois a banda voltou em 1994, 1999, com a formação original, 2009, 2012, 2015, como headliner do festival Monsters of Rock e finalmente, agora, em 2022. Quando falamos acima, que esta vinda seria para o bem ou para o mal, referimo-nos ao misto de sentimentos, que esta passagem fornece. Isto porque os sentimentos do fã da banda se tornam ambíguos em relação ao momento da história da banda. Explicamos. Quando uma banda do coração visita o país de um fã, este se sente feliz porque tem a oportunidade de poder ver seu artista predileto de perto, ao vivo. Com os fãs do KISS não é diferente. Todos estão mais do que excitados com esta oportunidade de poder vê-los de perto mais uma vez, ainda mais com uma turnê tão grandiosa quanto esta. Mas, então nos perguntamos o porquê de este momento ser tão feliz e ao mesmo tempo tão triste? Bem, a banda completará 50 anos de estrada no ano que vem. Seus mentores já tem uma certa idade que, por si só, já é motivo para porem seus pés nos freios e ainda por cima, tendo que carregar um peso extraordinário em seus corpos, uma vez que suas fantasias são bem pesadas e eles ainda pulam no palco ao se exibirem para o público. Ou seja, a “sensação térmica”, por assim dizer elevam ainda mais o sofrimento para os veteranos. Assim, por mais que eles amem o que fazem, não conseguem durar muito mais tempo e exatamente por isso anunciaram o fim das turnês e portanto, esta será a última vez que os fãs brasileiros, poderão ver de perto e ao vivo seus ídolos em ação. Desta forma, saber que a banda nunca mais pisará em nosso solo causa uma tristeza imensa nos corações dos fãs. Com certeza haverá muito choro na plateia a medida que os shows forem acontecendo. Nunca na vida do fã do KISS a clássica música “Rock and Roll All Nite” causará tanta dor, quanto desta vez, porque quando ela é executada nos shows com a já tradicional chuva de papel picado é indicativo de fim de feste, fim de espetáculo. Imagina ter que cantar a música em plenos pulmões sabendo que esta será a última vez!!!!!!!! Mesmo assim, que assim seja.

Como dissemos mais acima, esta é a sétima vez que o KISS se apresentará em solo brasileiro. A primeira vez foi em 1983, nos 3 shows que encerraram a “Creatures of the Night Tour”, que celebrava o grandioso álbum Creatures of the Night, lançado em 1982. Naquela ocasião, o KISS desembarcou no Rio de Janeiro para uma apresentação no estádio Mário Filho, o Maracanã, em 18 de junho. Este show entrou para a história da banda como o show solo com maior público de sua carreira, com números não oficiais que anunciaram umas 245 mil pessoas, inclusive o maior público de um único artista na história do próprio Maracanã. Depois a banda seguiu para Belo Horizonte, onde na capital mineira, se apresentou no estádio Mineirão, em 21 de junho, fechando a tour em São Paulo, no dia 25 de junho. Este foi, não só o último show da turnê da banda, como foi também o último em que a banda usou suas tradicionais maquiagens, que escondiam suas verdadeiras identidades. Na época, a banda já não tinha mais os membros originais Ace Frehley e Peter Criss, substituídos por Vinnie Vincent e Eric Carr, respectivamente. Logo depois daqueles shows memoráveis, a banda vontou para os EUA, seu país de origem, para gravar o álbum Lick it Up, lançado naquele mesmo ano e retirou suas maquiagens, revelando suas identidades ao mundo do rock. O KISS só voltaria ao Brasil novamente em 1994, para a primeira edição do Festival Philips Monsters of Rock, em única apresentação no estádio do Pacaembu, em 27 de agosto. Nesta época, o KISS já havia modificado sua formação, que trazia, além dos fundadores Paul Stanley e Gene Simmons, Bruce Kulick, na guitarra solo e o baterista Eric Singer, que substituiu Eric Carr, após seu falecimento precoce, em 1991. Esta foi a única vez que o KISS se apresentou no Brasil sem maquiagem. A terceira passagem da banda pelo país ocorreu em 1999, e desta vez para a divulgação do recente álbum lançado Psycho Circus, com a formação original já que contava com o retorno de Ace e Peter e de volta com as maquiagens originais, para o delírio dos fãs. A banda se apresentou em Porto Alegre e depois em São Paulo, no autódromo de Interlagos, em 17 de abril. Levaria mais 10 anos para que o KISS voltasse ao Brasil, em 2009, para uma série de shows, que faziam parte da turnê dos 35 anos de carreira da banda, a Alive 35 Tour. Desta vez, além de São Paulo, a banda voltaria ao Rio de Janeiro, cidade que recebeu o primeiro show da banda em solo brasileiro. O KISS se apresentou em 7 de abril, em São Paulo, no Anhembi e no dia seguinte, na Praça da Apoteose, em solo carioca, debaixo de uma chuva torrencial. Nesta época, a banda já não contava mais em definitivo com o guitarrista original Ace Frehley, que cedeu lugar a Tommy Thayer, até hoje na banda, usando a sua maquiagem, e o baterista Peter Criss, que foi substituído novamente por Eric Singer, o terceiro membro mais longevo da banda, agora usando a maquiagem também. 3 anos depois, em 2012, para divulgar seu último álbum de estúdio, Monster, o KISS retornou ao Brasil para uma série de 3 shows, em Porto Alegre, em 14 de novembro, São Paulo, em 17 de novembro e Rio de Janeiro, no dia seguinte. A banda foi acompanhada pela banda brasileira Viper, que fazia sua tour comemorativa de 25 anos e contava com a participação especial do vocalista original e maestro Andre Matos. Para esta redatora que vos escreve, este show no Rio de Janeiro, na então HSBC Arena, no complexo esportivo do antigo autódromo, foi marcante e especial. Isto porque foi a única vez que assisti o show do KISS e também pude ver o saudoso Andre Matos no palco. Hoje, 10 anos depois daquele evento, eu ainda sinto o calor das chamas e labaredas que são lançadas durante o espetáculo, ainda sinto o cheiro do incenso que tomou conta do lugar, durante o número solo do baixista Gene Simmons, ainda consigo ver o guitarrista Paul Stanley passando pela tirolesa sobre a minha cabeça para cantar a clássica canção “Love Gun”, no mini palco localizado logo atrás de onde eu estava e ainda consigo ver a chuva de papel picado caindo sobre mim, lavando a minha alma que naquele momento estava entorpecida. E antes de chegar a este momento mágico e nostálgico da grande despedida, o KISS ainda veio em 2015, para se apresentar novamente no Festival Monsters of Rock, em São Paulo, como headliner, em 25 de abril. E além de se apresentar na capital paulista, ainda rodou o Brasil em mais 4 cidades, começando por Florianópolis, passando por Curitiba, Belo Horizonte e Brasília.

Agora, após anunciar ao mundo que estão pendurando as chuteiras, ou melhor as gigantescas botas, o KISS entrou no “Modo Despedida” para rodar o planeta com a End of the Road Tour (Turnê Fim da Estrada, em tradução livre), que começou em 31 de janeiro de 2019, na Rogers Arena em Vancouver, Canadá e terminará em 2023, ano em que o KISS completará 50 anos de carreira, com a apresentação final, o derradeiro ato, na cidade de Nova York, onde toda a magia começou, em 1973. Vale lembrar que o KISS já havia feito uma espécie de despedida, a Farewell Tour, entre 2000 e 2001. Na verdade, aquela seria mesmo a despedida da banda, devido aos constantes problemas entre Gene e Paul e Ace e Peter, mas com a entrada de Tommy Thayer, o retorno de Eric Singer e a resposta positiva dos fãs, a banda resolveu seguir em frente com esta formação, que está até hoje e dizer que a despedida foi apenas com relação a formação original. Enfim, o quarteto mascarado está de volta aos palcos brasileiros. Gene “The Demon” Simmons (baixo e voz), Paul “Starchild” Stanley (guitarra rítmica e voz), Tommy Thayer (Spaceman) (guitarra solo e vocais) e Eric Singer (The Catman) (bateria e vocais) entram em cena durante esta semana para apresentar ao povo brasileiro seu ato final e a agradecer a esta nação todo apoio e carinho que sempre receberam com o show que é um dos maiores espetáculos da Terra, o circo psicótico do KISS. Esta redatora que vos escreve, uma fã incondicional do KISS, que faz parte do KISS Army e já tatuou uma homenagem à banda no braço, traz seus olhos marejados ao escrever este texto, mas, enfim,vale a pena ressaltar, que embora seja uma despedida, é sempre uma alegria imensa receber a banda no Brasil e o fã de rock, o fã do KISS, saberá exatamente o que fazer quando a grande cortina baixar na frente do palco e o anfitrião gritar ao microfone: “All right people, you want the best; you got the best. The hottest band in the world... KISS!!!!!!!!!!” 

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