Boletim do JF #04

Boletim do JF #04

*Essa coluna foi originalmente publicada no dia 04/03/2020.

HANGAR 110: O RESSURGIMENTO E O LEGADO DO “CBGB NACIONAL”

Localizada no Bom Retiro, zona central de São Paulo, ao lado da estação Armênia do metrô, a tradicional casa de cultura punk alternativa Hangar 110 abriu as portas novamente. O anúncio, feito no instagram oficial da casa, diz que a partir do dia 1 de março a “The House” voltaria a ser chamada de “Hangar 110”.

Marco “Alemão” e Cilmara, responsáveis pelo Hangar 110 desde 1998, atuaram apenas como produtores desde o fechamento da casa no final de 2017. Mesmo cientes das dificuldades, eles agarraram o desafio de voltar ao local pela representatividade que ele detém. No comunicado, a dupla descreveu assim o espaço: “além de ser o lugar que sempre amamos, o Hangar é também uma “ideia” e por isso lutamos muito para que essa ideia não se transformasse em um galpão vazio, um estacionamento ou uma igreja. ”

O CBGB, emblemático clube de punk rock de Nova Iorque que nos anos 70 jogou luzes em grandes nomes como o Ramones, é sempre lembrado pelos amantes do Hangar 110. O clube norte americano serve como uma inspiração para a manutenção da casa, com capacidade para 640 pessoas, que possui aura de meca da cena punk/hardocre nacional dos anos 2000.

Desde a inauguração do Hangar 110, em outubro de 1998, passaram pela casa nomes importantes como CPM 22 (que fez o primeiro e o último show do local em 1998 e 2017, respectivamente), Raimundos, Blind Pigs, Dead Fish, Matanza, Hateen, Replicantes, Ratos de Porão, Gritando HC, Garotos Podres, Gloria, NX Zero, Fresno, etc. Os ex-Ramones Marky Ramone e CJ Ramone também fizeram shows por lá. Alguns artistas, além de apresentações, também gravaram registros ao vivo na casa. É o caso do Matanza, com o MTV Apresenta: Ao vivo no Hangar 110, de 2008.

O grande sucesso nacional do Hangar 110 também é entendido por todo o planejamento da casa e preocupação com as bandas e o público. Marco “Alemão” ajudava na fomentação da cena nacional. Em um projeto chamado Skema 110, recebia e analisava material de grupos iniciantes. Premiava as bandas selecionadas com a abertura para shows de nomes consagrados do punk, emo, hardcore e metal nacional. Em relação ao público, eram exigentes com organização e horários de apresentação das bandas para que as pessoas não tivessem dificuldades em voltar para casa na madrugada.

Várias bandas têm histórias que se confundem com a icônica casa alternativa da Rua Adolfo Miranda. Talvez a maior delas seja o CPM 22, visto que os ingressos para aquele que foi o anunciado último show da casa antes de seu atual retorno, em 23 de dezembro de 2017, se esgotaram em 20 minutos após o início das vendas. Às vésperas do fechamento em 2017, Badauí, vocalista do grupo, relembrou o primeiro show do local em 1998:

“Alguns meses antes da inauguração da casa, o dono me ligou e perguntou se queríamos fazer um show, pois ele iria abrir uma casa nova no Bom Retiro, perto do metrô, que tinha uma proposta de abertura cedo e fechamento antes da meia noite por conta do transporte público. Isso chamou atenção na época porque uma das maiores dificuldades de fazer show na madrugada era a molecada que curtia as bandas e deixava de ir porque não tinha como voltar para casa tarde… íamos ser a segunda banda da noite, mas uma banda de Santos acabou se atrasando ao subir a serra e, pelo respeito ao horário, nós fomos a primeira banda a tocar, o que ficou marcado na história do Hangar”.

Outro representante de uma banda importante para o Hangar 110, o vocalista do Dead Fish, Rodrigo Lima, também falou sobre a casa:

“O Alemão era de uma banda punk, um cara que estava ali pra somar. Ele não era só um contratante ou um cara que estava ali num bar… ele entendia de punk… a forma do trato, a forma do contato… já era uma coisa bem diferente do que a gente via no resto do Brasil… se a minha banda tem um legado a ser deixado é também graças ao Hangar 110. O Hangar 110 foi o que quebrou a barreira do extremo Underground para uma coisa independente, mas com estrutura. ”

Essas e outras declarações podem ser conferidas no mini documentário 110 – Ponto Final. Editado por Thiago Monteiro, o vídeo mostra depoimentos colhidos em 2017, após o anúncio do fechamento da casa, e repercute com os músicos a importância e o legado que o espaço deixava para a cena punk rock nacional:

Por todo o esforço e empenho dedicado à manutenção de um local histórico para toda uma geração por quase 20 anos, Alemão e Cilmara já mereceriam grande reconhecimento. Espero que, com a reabertura, a casa possa reviver os tempos antigos e novamente oferecer o prazer de reunir amigos, beber uma cerveja, ouvir música verdadeira e, quem sabe, revelar novas bandas. Vida longa ao nosso “CBGB nacional”.


NIGHTWISH FAZ DURAS CRÍTICAS AO VÍCIO DAS REDES SOCIAIS EM NOVO SINGLE

Após o lançamento de Decades: Live in Buenos Aires, álbum de 2019 que traz o registro de uma impecável apresentação ao vivo na capital da Argentina, o Nightwish aumenta a expectativa para a chegada de Human. :II: Nature, novo álbum de inéditas previsto para ser lançado no dia 10 de abril. A banda finlandesa de metal sinfônico retomou os holofotes com o clipe do novo single Noise, uma agressiva crítica à dependência virtual e tecnológica.

O vício das redes sociais e a série de transtornos de personalidade que podem decorrer desse, que é um dos maiores problemas do século XXI, são abordados na canção em frases como: “Tire uma selfie”“Deseje a máquina, venere a tela”Dê um zoom para detectar falha e miséria”“Você se tornou ferramenta de uma ferramenta” e “Tenha uma experiência de quase vida”.

Já as frases “Seu espelho é negro, apenas uma cópia encara de volta / Para um escravo do admirável mundo novo” trazem duas importantes referências a saber: Black Mirror, famosa trama tecnológica da Netflix que faz no nome uma alusão à tela do celular e outros dispositivos eletrônicos com os quais passamos a maior parte do dia e que, no final das contas, são apenas um “espelho negro” quando desligados. E o cultuado livro de Aldoux Huxley, Admirável Mundo Novo, de 1932. Uma das maiores obras literárias do último século, o romance projetava uma forte mudança da sociedade, onde a verdadeira felicidade estaria totalmente dilacerada pela combinação entre condicionamento comportamental, dependência tecnológica e manipulação psicológica.

Enquanto isso, o clipe mostra cenas com pessoas fazendo selfies em busca de seus melhores ângulos. Altamente preocupadas em passar boa imagem nas redes sociais, há o contraste com a vida real, onde estão afundadas em tristeza, depressão, ansiedade e uso de medicamentos. O retrato legítimo de uma sociedade que adoece cada vez mais ocupada à procura de likes em superexposição virtual, mas com a eterna sensação da falta de algo mais profundo em suas vidas. É aquela velha história do “parecer” em vez de “ser”.

A nova música Noise é uma das mais radiofônicas no catálogo de metal sinfônico do Nightwish, com peso, orquestrações e refrão direto. Uma fórmula parecida com a utilizada em Amaranth e Dark Passion Play, por exemplo. Os membros Tuomas Holopainen (teclado), Emppu Vuorinen (guitarra), Marco Hietala (baixo/vocal), Troy Donockley (gaita/guitarra/vocal), Floor Jansen (vocal) e Kai Hahto (bateria) atuaram como personagens do clipe. Apesar de algumas críticas que acusavam “sexismo” por conta de closes mais íntimos, o vídeo foi bem produzido, tem ótima fotografia e buscou representar a raça humana escravizada pela tecnologia que ela mesma criou. Uma crítica válida e que pode fazer muita gente refletir sobre seus comportamentos e o que é realmente importante para si.

Cabe lembrar que o Nightwish passará pelo Brasil em maio, um mês após o lançamento do novo álbum Human. :II: Nature, com shows marcados dia 9 no Espaço das Américas, em São Paulo e 10 no Vivo Rio, no Rio de Janeiro. As apresentações terão abertura de Marco Hietala, baixista do próprio Nightwish, em seu projeto paralelo.


CURIOSIDADE: QUAIS SÃO AS 5 BANDAS OU MÚSICOS DA SUA VIDA?

Após participar de uma iniciativa que colheu depoimentos curtos de algumas pessoas sobre a influência da música em suas vidas, promovi uma ação divertida junto com 8 amigos viciados em música. A ideia foi, propositalmente, nos colocarmos em uma enrascada: eleger o Top 5 de bandas/artistas de nossas vidas.

Não houve qualquer obrigatoriedade no sentido de ordem de preferência ou seguimento de estilo, mas o desafio consistiu em cada um selecionar apenas os 5 nomes mais representativos em um universo infinito de possibilidades (nacionais e internacionais) existentes para os amantes de música.

Pouquíssimos foram diretos e certeiros, outros tantos tiveram dificuldades (eu estou nesse paredão de artilharia) e reclamaram. Sim, a indecisão era inevitável nessa missão “quase” impossível, o que tornava a brincadeira ainda mais engraçada a cada questionamento se a lista estava pronta. Após 3 dias, o resultado teve algumas curiosidades:

Nove pessoas, na faixa dos 34 até os 53 anos, produziram o total de 45 escolhas; 5 artistas/bandas nacionais e 32 artistas/bandas internacionais apareceram nas listas; Kiss e Pearl Jam foram as bandas mais citadas, com 3 escolhas cada uma; Neil Young e Beatles, os artistas/bandas mais antigos dentre os citados, não foram escolhidos pelas pessoas mais velhas; Mesmo com alguns amantes de som pesado participando, o Black Sabbath (inventor do heavy metal) só foi escolhido uma única vez.

Vamos à melhor parte. Assim ficaram as escolhas e comentários de cada participante da brincadeira:

Jennifer Kelly, 50 anos, locutora e produtora de conteúdo.

Durante minhas 5 décadas de vida, respiro Rock 24 horas por dia. Não me prendo a estilos dentro do gênero, como podem notar no meu Top 5.

  • Kiss: A banda da minha vida, simplesmente. Hard Rock é meu estilo preferido e uso de máscaras sempre me atraiu. Não preciso dizer mais nada. Rsrsrs.
  • Pink Floyd: Não tenho um motivo específico, mas suas lindas melodias tocam a minha alma.
  • Michael Jackson: Simplesmente o Rei do Pop.
  • Iron Maiden: Seu som pesado e ao mesmo tempo melódico me atrai. Suas músicas mexem com nossos brios.
  • Angra: Único representante nacional, foi amor à primeira vista, ou melhor, ouvida. Virei fã desde o primeiro álbum.

Marcelo Langame, 44 anos, administrador e baterista.

Selecionei as bandas que considero foras de série. Segue as minhas bandas favoritas:

  • Beatles. A evolução da banda desde o álbum Please Please Me (1963), passando por Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967), até o último e incrível Let It Be (1970), provam que as bandas sim, devem evoluir, apesar de contrariar alguns.
  • R.E.M: Está entre os gigantes do Rock, não por uma convenção do sucesso comercial, mas pela criatividade apaixonante dos seus 15 álbuns de estúdio. Tive o privilégio de assisti-los ao vivo em 2001. Foi a performance mais incrível que já vi.
  • Nirvana: A banda que me inseriu no meio musical. Ouvir as batidas de Smells Like Teen Spirits, me fez querer de imediato, ter uma bateria para perturbar os vizinhos.
  • Portishead: Sinceramente, sem palavras. A banda é tão diferenciada, a voz de Beth Gibbons é tão surreal, que tudo o que sei é que literalmente me arrepio ao ouvir ROADS e outras canções indefiníveis.
  • New Order: Não há anos 80 sem New Order. Continua atual, novo, fresco.

 Marcelo Werneck, 47 anos, baterista e locutor da Rádio Catedral do Rock

Como fã incondicional de rock e blues, ainda compro CDs e Lps e acredito que a boa música vença. Foquei minha lista no rock n’ roll.

  • Uriah Heep: Minha banda da vida, hard rock e progressivo bem dosados.
  • Led Zeppelin: Dispensa comentários, né? Os maiores.
  • Black Sabbath: Os pais do som pesado.
  • Deep Purple: Falta ver essa banda no meu currículo. Foda!
  • Bad Company: Paul Rodgers is God.

Alexandre Barros, 39 anos, músico frustrado e locutor da Rádio Catedral do Rock.

As minhas bandas escolhidas foram influências que vem de berço. Sempre tive muitos amigos, bem mais velhos, que me ensinaram a curtir o rock n roll.

  • Lynyrd Skynyrd: O que falta para mim, único show que falta na minha lista de ao vivo que eu ainda não assisti. Acho o estilo da banda sensacional, as letras são incríveis!
  • Motorhead: Rock na essência, porrada com amor. rs. Acho que o Lemmy foi perfeito no estilo “trash” da banda.
  • Queen: Meio clichê, mas, acho que é impossível passar pelo som dos caras sem se apaixonar.
  • The Doors: Fez parte da minha adolescência psicodélica kkk mais informações somente pessoalmente.
  • Kiss: Porquê KISS é foda!!!!!!

Wanderson Silva, 34 anos, Engenheiro Florestal.

Na vida, segui uma cronologia básica do rock nacional, e depois passei a ouvir artistas gringos. Com o tempo, e mente mais moldada, acabei percebendo artistas mais marcantes. Minhas escolhas são as bandas relevantes disso tudo (se é que posso assim dizer).

  • Pearl Jam: O clichê “banda da minha vida” aqui é aplicado com sucesso. É a banda com maior acervo físico e digital que possuo, sem contar que foram responsáveis por algumas amizades bacanas que surgiram no decorrer do tempo.
  • Bad Religion: Serviu como plano de fundo para uma formação pessoal inquieta e contestadora. Um dos maiores shows libertários e enérgicos que já tive a chance de ver.
  • Paralamas do Sucesso: Power trio que é a banda que mais vi ao vivo em terras paraenses. Letras e melodias do Senhor Viana e Cia desde muito tempo ecoam por aqui.
  • Pato Fu: A inquietude musical, aliada a voz/carisma/posicionamento da Senhora Takai e arranjos inesperados do Senhor Ulhoa, me faz gostar muito do que essa banda é.
  • Neil Young: Melodias, letras, melodias, melodias e melodias. Que se dane os “10min” de guitarras chorando nas jams, quero é mais. Esse aí pode fazer sim, está liberado. Uma mente incrivelmente produtiva e um acervo imenso com belas e marcantes canções.

Rafael Ferrara, 40 anos, matemático e locutor da Rádio Catedral do Rock.

Procurei ser o mais rock n roll possível nas escolhas.

  • Kiss: Quando criança, fiquei hipnotizado com o show deles do Maracanã passando na Globo. Foi amor à primeira vista.
  • Dire Straits: Talvez a banda mais competente ao vivo que se tem história
  • AC/DC: Eles são a essência do rock and roll: rebeldia, intensidade e simplicidade
  • Rolling Stones: Os caras são patrimônio mundial do rock and roll.
  • Eric Clapton: Clapton é meu senhor e nada me faltará

Lenny Prado, 39 anos, vocalista e letrista da banda Black Circle.

Como aluno assíduo da escola do Grunge durante minha adolescência, ainda tenho dificuldades em receber novas bandas sem torcer um pouco o nariz.

  • Pearl Jam: Pelos riffs de Stone e Jeff e pelas melodias, letras e timbres voz do Eddie.
  • Soundgarden: Chris Cornell, pela variação de técnicas, sempre foi uma das minhas referências como vocalista.
  • Couting Crows: Não é grunge, mas Adam Duritz descreve a tristeza como ninguém.
  • Dave Matthews Band: Pela versatilidade dos músicos e criações incríveis do Dave.
  • The Offspring: Mora no meu coração; não pelo estilo, mas por ter sido meu primeiro contato com o rock.

João Baroni, 53 anos, empresário e fã de punk rock.

Realizei trabalhos no ramo musical empresariando e produzindo bandas e shows no cenário punk rock nacional. Selecionei grupos desse estilo:

  • Inocentes: Por todo envolvimento e importância do Clemente no movimento punk, além do Anselmo e do Nonô serem caras sensacionais.
  • 365: Por toda minha história com a banda e a relação de amizade que existe com os integrantes até hoje.
  • Bad Religion: Algumas músicas da banda funcionam para mim como uma injeção de adrenalina direto no coração.
  • Rancid: Foi a primeira banda com a imagem agressiva que produzia uma pegada bem harmonizada.
  • Sex Pistols: Banda clássica, fodástica!

Jorge Felipe, 36 anos, administrador e produtor de conteúdo.

Claro que gostaria de escolher 50 e não somente 5. Busquei ser fiel a todas as fases da minha vida desde a infância.

  • Beatles: Como “Beatlemaníaco” desde pequeno, conheço cada música de cada disco dessa banda. Ouço folheando os encartes e parece que eu vivi aquela época, tem cheiro de história viva para mim.
  • Rush: Em 2004 estava no sofá e assisti todo o DVD “Rush in Rio” que começava na tela do canal Multishow. Conclusão: a banda mais perfeita tecnicamente e com as letras mais inteligentes que já havia visto. Arrebate instantâneo.
  • Iron Maiden: Não ligava até começar a curtir, tardiamente, por volta dos 26 anos. Estar em um show desse gigante é como assistir uma final de campeonato no Maracanã e sair arrepiado com tantos “ÔôÔôÔôÔôÔôÔ” do público cantando as partes de guitarra.
  • Pearl Jam: Certamente é o som que mais ouvi na minha vida desde a adolescência. Única banda que me fez colecionar bootlegsraros e seguir turnês até fora do país. A ligação será eterna.
  • Engenheiros do Hawaii: Esse é o ponto onde entraria uma ode ao ídolo de adolescência Dave Grohl e selecionaria o Foo Fighters. Contudo, lembrei que os vinis dessa banda gaúcha chegaram nas minhas mãos, ainda infantis, e foram eles que me abriram as portas dessa “Infinita Highway” da música.

 


VÍDEO RECOMENDADO: “TIME STAND STILL”, DO RUSH, TOCADO PELA BANDA DO EXÉRCITO DOS EUA

Em 7 de janeiro de 2020, a indústria da música perdeu um gigante. Neil Peart, baterista e letrista da banda Rush, perdeu uma batalha de três anos e meio com o glioblastoma, uma forma de câncer no cérebro. Neil será para sempre um dos bateristas de rock mais influentes de todos os tempos. Ao longo dos 40 anos de carreira do Rush, suas letras pensativas e linhas de bateria fizeram parte da trilha sonora de milhões de vidas em todo o mundo, e sua morte criou um enorme vazio.

Quando o sargento Tim Whalen ouviu a notícia, ficou chocado e triste. Como fã de Rush, ele se sentiu obrigado a fazer algo para homenagear Neil e a banda que significou muito em sua própria vida. Ele imediatamente soube que a música Time Stand Still seria a escolha perfeita. Whalen relembra:

“As letras dessa música sempre ressoaram profundamente comigo e mostram o coração de Neil. Eu queria mostrar a profunda humanidade que ele tinha em sua composição. A música é sobre a vida se movendo muito rápido, devido a coisas que podemos controlar e coisas que não podemos, e o desejo de se agarrar a algo por um pouco mais de tempo. Esta é uma mensagem universal, seja crianças crescendo rápido demais, um ente querido morrendo ou um soldado saindo de casa se perguntando se voltará a ver sua família mais tarde.”

Mais uma bela homenagem a Neil Peart, dessa vez rendida pelo exército norte americano, uma das maiores instituições do mundo, reforça que o peso e o respeito pelo baterista do Rush extrapolam o cenário musical.

Para a executar a versão de Time Stand Still, música do Rush de 1987, a banda do exército americano, chamada Pershing’s Own, contou com Tim Whalen (vocalista principal), Chris Rettig (segunda voz), Dan Roberts (piano), Zack Pride (baixo), Matthew Evans (violino), Patrick Lin (violino), Aaron Ludwig (violoncelo) e Holly Watters (viola).


Boletim do JF ® é feito por Jorge Felipe Coelho.

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